quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sagrado movimento das águas e do feminino em mim

Quando as águas  se movimentam e ecoam no meu ser
Sei que é hora de labuta, hora de mexer o caldeirão
Borbulhar de histórias,fases, dores...
Mexer, olhar, curar cicatrizes, gritar mamãe, mamãe
Mergulhar no inconsciente, na mente que plaina e ferve o gelo
No alento das ondas,  vou...
Em um movimento de ir e voltar a superfície
Buscar o que entoa, no som das águas, no silêncio da alma
Levar para as areias a sutileza e beleza do que é ser mulher
Investigar e viver o sagrado, o profano, a luz a sombra
E conhecer os meus extremos e o dual como um só de mim
Ser o que eu sou
Beber da fonte, aguar da alegria de viver, de aprender a saber viver
Derreter a maledicência daquela que gela,  foge, que cega, reclama, recua 
Regar a cada dia a turbulência do acaso com a inocência da menina que gira
E que transborda da fonte que nunca cansa de jorrar, na esperança do novo
Na confiança de fluir pelos caminhos das águas que levam a plenitude
Na receptvidade e acolhimento do feminino em mim 
E no sossego deste encontro de mar sem fim
Minha alma agradece
e se aquece

Fernanda Oliva

Reflexão poética sobre a grande Mãe Divina dentro de si.




 E a minha perola mais sagrada e precisosa. 
Nas Aguás da Chapada em março de 2014!


 Almécegas II - O recanto do quartzo rosa

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